Atraindo Boas Coisas

No fim de semana passado, se despediu de Raposos, a equipe do Projeto Rondon. Durante duas semanas, doze estudantes de diversas áreas ficaram na cidade desenvolvendo atividades relacionadas especialmente às questão dos resíduos sólidos. Quem acompanhou o trabalho deles pode ver o quanto eles fizeram em tão poucos dias de imensa dedicação. Na verdade esta despedida foi apenas um até breve, já que o projeto deve voltar a cidade em dezembro.

 

Quem levou o projeto para Raposos foi a Lupri, que já conhecia a cidade pelo projeto Terceira Margem e foi ouvinte do TEDxRaposos. Normalmente o projeto Rondon, a exemplo do seu patrono, é direcionado para cidades bem isoladas nos rincões do país ou do estado, o que torna ainda mais legal a iniciativa da Lupri de “lutar” para que o projeto fosse para Raposos.

 

Cada pessoa, dentro das sua área de atuação e conhecimento, tem um imenso potencial de “para-raio-de-boas-coisas”. Quero dizer, que cada um de nós pode ser um agente para atrair e captar boas oportunidades para a cidade de Raposos, seja um curso, uma palestra, um projeto, um festival ou qualquer coisa. Milhares de oportunidades nos cercam todo o tempo e o que temos de fazer é estar atento para atrair coisas boas para Raposos. Coisas que nos ajudaram a transformar a cidade naquilo que queremos.

 

Os rondonistas gostaram e elogiaram muito as iniciativas decorrentes do TEDxRaposos. Tanto, que encararam a missão de colocar em prática nosso 4º “Se essa rua fosse minha...”. Dessa vez, a ação foi de demarcar a distância da Rua Herval Silva, como forma de ajudar e incentivar todas as pessoas que caminham ou correm ali para manter a saúde. Vejam as fotos! Além disso, o pessoal do projeto testou o questionário do EU RAPOSOS para ver o que precisa ser aprimorado. Marcaremos um dia para receber esse retorno de alguns deles.

 

Agradecemos a Lupri, por puxar o movimento “Para-Raio-de-Coisas-Boas” !


BALANÇO DE TEMPO

Responda rápido: o que você precisaria agora para melhorar sua qualidade de vida?
???
...

É ceto que as respostas serão muito variadas, mas muitas delas devem passar por algo como: TER MAIS TEMPO PARA FAZER MINHAS COISAS. Balanço de tempo é o sétimo tema dos que estamos tratando e ele diz respeito especialmente à maneira como nós distribuimos nosso tempo disponível (as 24 horas do dia, invariavelmente) pelas coisas que queremos realizar. Tempo que tem que servir para dormir (normalmente, menos do que precisamos), tempo para trabalhar (normalmente, mais do que gostaríamos), tempo para o lazer, para família, para o convívio social, para nosso objetos e para NÓS MESMOS.

Encontrar solução para a equação do tempo não é coisa simples e as soluções têm que ser individualizadas, porque cada um tem seu ritmo e suas prioridades. O equilíbrio de tempo pode resultar de uma boa abordagem dos outros temas tratados. As soluções podem ser as mais variadas e, às vezes, podem ser simples.

Deixo aqui um vídeo que foi sugerido por um amigo do grupo que pode nos ajudar a refletir sobre o tema. É uma apresentação do TEDxSidney e no pé do vídeo é possível colocar legendas em português.

Apreveitem seu tempo.

VITALIDADE COMUNITÁRIA E VITALIDADE AMBIENTAL

Dentre os 7 temas, esses dois podem ser tratados juntos. Isto, porque em relação às outras cidades Raposos talvez já apresente níveis mais altos dessas "vitalidades". Apesar de estar a apenas 30 Km de uma das principais capitais do Brasil, em Raposos é possível respirar um ar mais puro, ter menos barulho e caminhar apenas alguns minutos para se banhar num rio limpo. Em Raposos, muitas pessoas se conhecem pelo nome e tem relacioções sociais mais aquecidas. De toda forma, o crescimento economico, o crescimento das cidades e as mudanças sociais que decorrem disso precisam ser consideradas. Assim, mais que listar algumas boas ideias e projetos talvez precisemos falar sobre preservação: AMBIENTAL E SOCIAL.

Qualquer pessoa que cheguem em Raposos, principalmente se vier de uma cidade grande, não terá dificuldades em perceber os predicados ambientais da cidade. E é também claro a pressão que o meio ambiente vem sofrendo de maneira crescente. A simples presença do homem moderno traz consigo danos para o meio ambiente. Nosso consumo gera impactos diretos na natureza. O que nos resta é pensar e colocar em prática ideias de preservação condizentes com nossos obejtivos. Como bem colocado aqui no grupo pela Lupri, o turismo ecológico pode ser uma alternativa econômica e de preservação, mas também gera seus impactos. A todos momento precisamos dosar os dois aspectos. Importante ressaltar aqui o trabalho de dois grupos em Raposos que estão diariamente trabalhando pela preservação ambiental que são o Movimento do Gandarela, que luta pela criação de área de conservação, e a ASCAR, que trabalha pela diminuição dos resíduos sólidos pela reciclagem gerando renda para população menos favorecida.

Socialmente, Raposos tem muitas coisas de cidade do interior: ainda se cumprimenta pelo nome, ainda se pode ter uma conta no armazem, ainda se pode pedir uma couve para o vizinho... E isso é maravilhoso! Apesar de ser difícil determinar com precisão quais são os elementos que determinam uma vitalidade comunitária é muito fácil perceber que a ausência de elementos simples como estes deixam a vida nas grandes cidades com menos qualidade. Em Raposos há muitos grupos sociais que unem as pessoas. União que pode ir aos pucos ficando ameaçada quando as pessoas passam a ficar muito tempo fora da cidade, que pode assim ir deixando de ser aos poucos um lugar de encontro. Muitas coisas externas também influenciar nessa vitalidade como a existência de espaços urbanos de encontros, a percepção de governança, aspectos ligados a inclusão social, etc. O essencial para a vitalidade comunitária talvez seja o senso de pertencimento quem vem quando as pessoas compartilham as festas, participam das decisões, fazem parte de um grupo ou movimento e passam a sentir que são parte de algo.

Acreditamos que a maior contribuição desde o TEDxRaposos, passando pelos encontros presenciais, pela troca de emails e pelas pequenas ações, tem sido aumentar a proximidade entre as pessoas que estão participando unidas por um interesse comum. Ao longo desses poucos quatro meses nosso "produto" mais legal é o projeto "Se essa rua fosse minha..." que chegou no ultimo sábado a sua terceira edição. Passamos mais um dia agradável JUNTOStransformado um lugar e muitas cabeças. Dessa vez o ponto forte foi a participação das crianças que plantaram o primeiro pomar urbano da cidade. Muitos moradores pegaram no pesado e a pracinha agora tem até Grafitti na parede! Vejam as fotos.

Agradecendo a todos que pessaram alguns minutos do seu sábado fazendo parte dessa transformação, convidamos a todos para efetivamente se juntarem a nós nessas iniciativas.

ECONOMIA

Em tempo em que a economia parece nos impor um ritmo que vai de encontro a qualidade de vida, pode ser difícil prever uma saída. A busca pelo sucesso financeiro acaba por nos levar para longe das nossas casas e cidade, comprometendo nosso balanço de tempo e, muitas vezes, nossa saúde. E aqui, vale esclarecer que padrão econômico é um dos fatores, mas não o único na determinação da nossa qualidade de vida.

Apesar do termo "sustentabilidade" estar sofrendo muito pelo seu uso demasiado, há autores que defendem que uma das saídas para a economia seria sua recriação, dessa vez baseada num conceito de Economia Sustentável. Neste caso, a proposta é reconstruir uma economia baseada em novos padrões de consumo consciente e produção justa e saudável. De fato, apesar da distância que podemos estar dessa economia ideal, ela tem mesmo que ser um objetivo de orientação.

De maneira mais palpável e consistente, já se estrutura a Economia Solidária. Trata-se de uma modalidade de organização econômica que se pauta pela não exploração social do trabalho e pela preservação dos recursos naturais. São organizações que produzem de maneira cooperativa, com auto-gestão e maior justiça na distribuição dos rendimentos. Dessa forma, são exemploes de empreendimentos de economia solidária em Raposos a ASCAR (Associação de Catadores) e AARP (Associação de Artesãos): doar materiais recicláveis ou comprar vassouras de PET são maneiras diretas de contribuir social e ambientalmente.

De modo muito similar, o Comércio Justo também é uma iniciativa que busca aumentar o senso de justiça nas atividades econômicas. É sabido que desde a produção até a efetiva comercialização, alguns produtos remuneram muito mais os atravessadores do que o produtor, gerando injustiça na distribuição financeira. Nesse caso, o trabalho de comércio justo é desenvolvido por organizações que investigam e atestam que o preço final de algum produto será distribuido de maneira mais justa ao longo da cadeia de produção. Alguns consumidores se baseiam neste tipo de levantamento para comprar determinados produtos, garantindo sua circulação no mercado.

Normalmente, em qualquer caso que seja, medidas simples são geralmente as mais eficazes. No caso das alternativas econômicas, pode ser que essa afirmativa seja verdadeira mais uma vez. É cada vez maior o número de pessoas que apoiam iniciativas de Economia Local de maneira consciente. Economia Local nada mais é que dar preferência para o consumo de produtos que sabidamente foram produzidos no local onde estão comercializados ou dar preferêrencia aos comerciantes locais. Comprar local é muitas vezes mais correto ambientalmente e socialmente. Por exemplo, se compramos uma verdura e hortaliça cultivada na cidade garantimos que nem um grama de CO² foi emitido para trazê-la de longe e ainda podemos auditar se aquele produto está sendo produzido de maneira saudável. Outro exemplo, se compramos uma mercadoria em Raposos ou invés de comprá-la numa grande cadeia de BH, incentivamos o recolhimento de impostos e ajudamos a gerar empregos na própria cidade.

É claro que nenhuma dessas iniciativas se torna realizade se comerciantes e produtores tiverem atenção aos preços praticados, mas criar uma nova consciência de consumo parece ser a tônica da maioria dessas saídas econômicas.
Me parece que seja possível torná-las realidade.

Se alguém mais conhecer iniciativas interessantes em Raposos ou quiser partilhar outras boas idéias, fique a vontade.

GOVERNANÇA

A primeira coisa é tantar saber melhor o que é essa tal governança. Recorrendo a internet encontramos um conceito bem direto: "é o interesse em aprofunda o conhecimento das condições que garantem um estado eficiente". Pode parecer estranho num primeiro momento atrelar governança a qualidade de vida, mas não é tão difícil encontrar as razões. Por exemplo, quando se vive num estado onde as coisas são feitas com pouca transparência e há o sentimento de que as decisões ferem os direitos de parte ou da totalidade da população é de se esperar que a qualidade de vida baixe. Essa baixa pode ser causada diretamente pela má aplicação de recursos recolhidos nos impostos ou pela desconfiança gerada nos contribuintes.

Apesar de todos sabermos que as pessoas eleitas para cargos de poder são nossos representantes e, portanto passíveis de fiscalização, são consideravelmente recentes as iniciativas neste sentido. Apesar de transparência ser uma plalavra nova nesse vocabulário ela tem ganhado uma tremenda força a cada dia. Bom exemplo disso, podem ser os documentos "secretos" que "vazaram" e vêm sendo publicados pelo Wikileaks. Há muitos grupos se organizando para fiscalizar contas de governos federalestaduais e municipais. Prova disso é que os próprios governos já têm tomada a iniciativa de facilitar o acesso a tais documentos. Tá bom que talves não seja tão fácil encontrar as informações desejadas, mas já é um passo.

Por outro lados, há iniciativas que tentam "fazer justiça com as próprias mãos". Este é o caso do Cidade Democrática, muito bem apresentado pelo Henrique Parra no TEDxRaposos. O site é uma plataforma contribuitiva onde o usuário pode cadastrar qualquer cidade do Brasil e inserir ou apoiar propostas para aquela cidade. A ideia é de fomentar as discussões dos problemas de maneira virtual e, quem sabe, ajudar a iniciar algum movimento real. De carona na ideia, algumas prefeituras também têm aberto espaço para que os cidadão apontem os problemas e soluções como é o caso de Belo Horizonte e Porto Alegre. Recentemente, o estado de Minas também deu indícios de abertura desses diálogos pela internet.

Algumas iniciativas têm a intenção não só de disponibilizar os dados e contas de governo, mas também de facilitar a compreensão dessas informações. No caso do VotenaWeb a intenção é fiscalizar as atividades do poder legislativo disponibilizando projetos de lei e votações numa linguagem mais simples para grande parte da população leiga. Lá é possível  saber a orientação dos estados sobre cada assunto ou fazer uma simulação de votação e saber se a votação dos deputados condiz com a vontade dos usuários. Irmão des projeto nasceu o EuLembro onde você pode cadastrar os candidatos em que votou na ultima eleição e acompanhar os que ele anda fazendo com seu voto.

Viver em uma cidade onde impere a sensação de que os representantes eleitos estão comprindo seu papel de maneira transparente é, certamente, uma grande ajuda para a qualidade de vida.
Não acham?

EDUCAÇÃO

Está aí, mais um tema complexo! Quem esteve no TEDxRaposos e viu a brincadeira que o Henrique Parra fez sobre aquela pessoa que resume todo seu posicionamento político dizendo que a "solução de todos os problemas é investir em educação", deve ter entendido não só que o tema educação requer todos os investimentos, mas também é complexo demais para ser reduzido a uma solução como esta. Fazer da Educação um gatilho de mudança que queremos no mundo e na nossa cidade, exige de TODOS muitos esforços e não apenas investimentos finaceiros. Pessoas que têm se dedicado a estudar a educação estão muitas vezes questionando se não precisamos repensar as maneiras de ensinar e de aprender.

Uma dessas pessoas está relativamente perto de nós. E nós não nos demos conta ainda. Tião Rocha é um pedagogo mineiro que um dia se questionou se não podia dar suas aulas debaixo de um pé de manga. Desse pensamento surgiu o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, lá em Curvelo. E para que quem não sabe a Casa Verde e o Raposos Sustentável são coordenados pelo CPCD. Encontrar saídas ou novas formas para a Educação, talvez mais que outros temas, tenha a ver com a capacidade de encontrar essas pessoas e aceitar novas propostas.

Em outros casos, a opção pela Educação pode configurar também uma possibilidade de aquecer a economia. Em Minas, no Brasil e mundo afora há diversas Cidades Universitárias, que são cidades que ficam conhecidas por hospedarem universidades. Os estudantes dessas universidade acabam por utilizar os serviços dessas cidades, movimentando a economia. Muitas vezes, essas cidades são pequenas, como é o caso de Monte Aprazível no interior de São Paulo, com 21.000 habitantes. No caso de Viçosa, interior de Minas Gerais, os bons resultados são extendidos além da universidade: é que a escola de ensino médio ligada a UFV tem tido, repetidas vezes, o melhor resultado no ENEM entre as escolas públicas de todo o Brasil.

Recentemente, conversando com uma catadora de materiais recicláveis de Porto Alegre, ela disse que "depois que você mostra um computador para uma criança, você nunca mais consegue dizer que le não é capaz". E a informática tem se tornado uma ferramenta cada vez mais presente nas escolas. Imagina então se cada aluno pudesse ter seu próprio notebook.Pois no Uruguay já é assim! Todos os alunos (de ensino fundamental, me parece) têm seu próprio computador. E também no Brasil já há escolas com iniciativas parecidas. Pode parecer uma realidade um pouco distante, mas para uma ideia se materializar ela primeiro tem que ser lançada...

Paradoxalmente, outras inicitivas de melhoria de educação têm se pautado por medidas menos técnologicas e mais tradicionais. Uma receita muito simples que volta a ser olhada com cuidado é o AFETO como ingrediente fundamental de educação.

Há em Raposos muita gente se empenhando em contribuir no processo educativo como é o caso da Escola de Música, para citar um. Outras pessoas fazem isso de maneira tão simples que podem passar despercebidos: passei pela Várzea do Sítio ontem e lá estava "Nem de Picão" ensaiando a quadrilha com as crianças.

Quem conhece mais iniciativas?
Comentem pessoal.

SAÚDE

Dentre os 7 temas que estamos abordando nos nosso encontros, SAÚDE seja talve um que nos pareça mais complexos (ao lado de educação). Como não pode deixar de ser, provavelmente cada um neste grupo deve ter seu conceito ou mesmo sua receita de saúde, o que nos poderia levar a um baixo nível de concenso. Porém, de uma coisa ninguém deve discordar: a cidade que queremos, com qualidade de vida, tem que ser uma cidade saudável.

Nessa linha, é interessante a linha conceitual do Nuno Cobra, aquele que foi preparador físico do Ayrton Senna. Segundo ele, cada um é responsável pela sua saúde e os médicos cuidam, na verdade, das doenças. Saúde é algo que se constrói de maneira preventiva. Até aí, nenhuma novidade, não é?! Em seu livro, "A Semente da Vitória", Nuno Cobra enumara o que para ele é a receita da saúdeSONO, ALIMENTAÇÃO, ATIVIDADE FÍSICA e RELAXAMENTO. Os 4 aspectos são como pilares para a boa saúde, neste aso, saúde física, que para o educador físico é indisociavel da saúde mental.

Buscando na internet o conceito se saúde, encontramos que saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. E que a saúde pode ser medida com base BIOLOGIA HUMANA, AMBIENTE, ESTILO DE VIDA e ASSISTÊNCIA MÉDICA.

Essa recente visão voltada para a construção preventiva da saúde tem feito com que estado e mercado voltem suas atenções para essa questão. Uma das estratégias tem sido a de incentivar a população à prática de atividades físicas, como é o caso das academias da cidade que estão se espalhando pelo país. As fotos anexadas são de Betim. Uma outra medida tem sido a de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte urbano, que além de não poluir e diminuir o trânsito, ainda melhora o condicionamento cardio-vascular daquele que opta por esse meio.

Em Raposos há uma série de iniciativas voltadas para a saúde, como o pessoal que caminha no Poço e o pessoal do MontainBike Raposos, que reunem saúde e lazer numa só atividade.

Curioso foi encontra essa matéria sobre o uso das bicicletas com o mesmo título que temos dado para nossas intervenções urbanas: http://pagina22.com.br/index.php/2011/05/se-essa-rua-fosse-minha/ . Legal é perceber que, se o ambiente influencia a saúde das pessoas que o utilizam, nossas intervenções também contribuem para a saúde da cidade.

A propósito...
Está confirmado para este sábado, 21/05, à partir das 8:00, o Se Essa Rua Fosse Minha III.
Desta vez o local do mutirão será o Altinho (pracinha no fim da rua Tamóios).
Além de limparmos o local, contribuindo para a saúde geral, vamos plantar o primeiro Pomar Urbano de Raposos, dando uma força para a questão alimentar dos transeuntes!!!

Taí a chance que vocês esperava para ver essa coisa acontecendo: traga seu talento e sua disposição.

Ideias de Cidades ou Cidades de Ideias?

Quem não gostaria de viver numa cidade Sustentável? Numa cidade Inovadora? Ou mesmo "Inteligente"?
Pipocam pelo mundo uma série de iniciativas que pretendem criar plataformas para que as cidades se desenvolvam sob determinada óptica. Este momento de efervecência é uma excelente oportunidade de termos contato com ideias que acabam de nascer e ideias que deram certo em outros lugares. Tais ideias não têm que necessariamente serem "transplantadas" para Raposos, mas são um ótimo indicativo de possíveis caminhos. Escolhemos algumas para aquecer nossas cabeças e serem fontes de pesquisa para todos.

Uma das iniciativas mais conhecidas é a plataforma Cidades Sustentáveis. A iniciativa é justamente reunir os temas que devem ser abosrdados por uma cidade sustentável e anexar a eles bons exemplos de praticas que deram certo no Brasil ou ao redor do mundo. entre no sitee escolha um dos eixos temáticos no cata-vento multicor, depois de ler você pode clicar em Boas Práticas para conhecer exemplos que deram certo. Grata surpresa foi ver que o projeto que a Casa VErde está implantando em Raposos está citado como boa pratica no caso aplicado a Araçuaí: (http://www.cidadessustentaveis.org.br/boas_praticas/exibir/51). Olha que grande coisa!

Outra ideia interessante é o caso do Cidades Inovadoras, neste caso uma ideia do estado Paraná de fomentar um movimento que apoia o surgimento e a multiplicação de novos atores sociais, articulados em rede e em busca de mais sustentabilidade, equilíbrio social e maior harmonia entre o homem e o meio ambiente. Coincidência ou não, o lema da plataforma é "tdos pelo bem-estar". Desde o TEDxRaposos, o que temos feito é tentar criar uma Rede de Desenvolvimetno Local e no site existe uma página dedicada a elencar os oito passos para acolçar este objetivo: (http://www.cidadesinovadoras.org.br/FreeComponent11173content95176.shtml). Lendo, parece que podemos estar no caminho certo!

Além de organizações governamentais e não-governamentais, as empresas e companhias de ponta também estão de olho no futuro das cidades, pois deste futuro podem (ou vão) depender seus negócios. É o caso da IBM, que aborda o conceito de Cidades Inteligentes. No site, há uma série de previsões do futuro da cidades (além de temas como saúde, educação, etc no rodapé da página) e sobre como podemos nos preparar para isso.

Essas são 3 de muitas plataformas possíveis. Talvez não haja uma mais correta ou completa, mas dessas ideias podem ser formadas outras soluções domésticas. Importante mesmo é estar atendo às boas ideias e não deixar de ter as nossas.

Sobre os 7 temas que estamos abordando mais especificamente (Saúde, Educação, Vitalidade Comunitária, Meio Ambiente, Economia, Governança e Balanço de Tempo), vou tentar enviar 7 emails com outras ideias que valhem a pena serem conhecidas e até copiadas.

"Se essa rua fosse minha" III - O Retorno

Estamos programando para o sábado, dia 21/05/2011, o "Se essa rua fosse minha" do Altinho, no final da rua Tamóios. Desta vez, o Gustavo de Popô vai tentar envolver os moradores da rua para o mutirão e saber o que eles gostariam que fosse feito por lá.

Será uma grande chance das crianças da rua plantarem o primeiro "Pomar Urbando" de Raposos, como sugerido pela Nancy! Então, quem tiver espécies frutíferas que possam ser plantadas lá, já deixem elas separadas.

Quem quiser contribuir com criatividade, talento ou "mão-na-massa" será bem-vindo!

E quem sabe, numa primeira atividade simultânea não fazemos a marcação de distância para os caminhadores da Herval Silva no mesmo dia?

Modelo Mental

O exercício de propor novas soluções nos dá a chance de olhar para as coisas por outros ângulos. É necessário, às vezes, tirar os olhos de cima do problema. A cidade que queremos não é necessariamente aquela que simplesmente sana seus problemas, mas ela é um pedaço do mundo que queremos.

No ultimo encontro, muitas propostas surgiram, mas dedicamos grande parte do encontro debatendo sobre o modelo mental das pessoas de Raposos. Sr. Lincoln nos brindou com uma belíssima explicação sociológica dos motivos pelos quais os raposenses se tornaram pessimistas, ou mesmo desesperançosos. Modelos mentais referem-se à maneira com que utilizamos nossos conhecimentos já adquiridos para tentar adivinhar ou prever o funcionamento de determinado artefato ou aspecto do mundo e Sr. Lincoln teve maestria em mostrar como a história da cidade acabou moldando esse inconsiente coletivo.

Exemplo, mais recente vivido por alguns desse grupo, foi nossa ação na escadaria. As pessoas que passavam eram unânimes em dizer que a plantas seriam quebradas, as placas atiradas e os vasos roubados. Até membros do nosso grupo se mostraram muito discrentes o tempo todo. Contudo, três meses se passaram e tudo está como deixamos. E quando você acha que as pessoas não têm motivo para pensar que algo mais pode dar errado, alguém se aproxima e diz: "é, ficou tudo muito bonito, mas se ninguém jogar água as plantas vão morrer". Este é o modelo mental vigente. Mesmo aqui nos e-mails, quando temos a chance de sonhar, algum pessimismo pode escapar.

Para continuar comprovando essa sintonia cósmica, magia ou mera coincidência, dêem uma olhada no texto que o Denis Russo publicou ontem:
"Em 1967, um pesquisador fez um experimento clássico da história do comportamento animal. Ele colocou três grupos de cachorros em três jaulas separadas. Uma era o grupo-controle, onde nada acontecia. Nas outras duas, o cientista aplicou choques elétricos dolorosos nos cachorros – naqueles tempos, os cientistas não davam muita bola para os direitos dos animais. Em cada uma das duas jaulas, havia uma alavanca. Numa delas, quando os cachorros batiam na alavanca, o choque parava. Na outra, não. O choque parava e recomeçava, mas sem que os cachorros tivessem qualquer controle.

Aí, num segundo momento, os coitados dos cachorros foram colocados numa sala com uma cerca baixa e de novo receberam choques. Dessa vez, era fácil escapar da dor: bastava pular por cima da cerca e os choques paravam. Os cachorros do grupo-controle e os que, na primeira fase do experimento, ficaram na sala onde a alavanca funcionava, escaparam tranquilamente da tortura. Os que estavam na sala onde a alavanca não funcionava, no entanto, ficaram estendidos no chão, ganindo, levando um choque atrás do outro, sem se mover. Eles tinha aprendido a não ter esperança. Essa é a teoria da “learned hopeleness” (desesperança aprendida), elaborada pelo psicólogo americano Martin Seligman."
Mudar um modelo mental ou a "desesperança aprendida" é algo bem difícil. Me parece que em grupo, essa tarefa pode ser mais fácil. Nos nossos encontros me sinto, invariavelmente, cercado por pessoas capazes e dispostas. O que temos a fazer é continuar querendo e tendo ideias. Por mais que algumas pareçam demasiado simples (plantar um pomar na Tamoios, marcar a pista de corrida da Herval, reconstruir o cruzeiro do Quebra Cangalha), podemos estar "inconciente e coletivamente" trabalhando pela mudança do modelo mental de Raposos.

Nos próximos dias vou enviar uma série de idéias que estão espalhadas pelo mundo. Algumas podem parecer muito distantes, mas uma dica: se você achar alguma impensável para Raposos, você estará sendo pessimista! rs.

É mais ou menos assim, todo pessimista acha que é realista e julga todo otimista um sonhador.

Sejamos sonhadores!!!

Convergência, Conversa e Conversão

Em outras palavras: OBJETIVO COMUM, DIÁLOGO e MUDANÇA.
Acho que é isso que estamos buscando, não é?
 
Depois de coletar os sonhos e ideias de alguns, via email e nos nosso encontros, é hora de tentarmos encontrar a direção para que elas apontam. De maneira geral, creio que elas podem ser encaixadas em sete temas principais: vitalidade comunitária e social, educação, balanço tempo, saúde, padrão de vida, governança e vitalidade ecológica (vide anexo).
 
Temos pessoas e instituições que já atuam nesses temas. Por exemplo, temos a ASCAR e o Movimento do Gandarela; temos os movimentos do festival de cultura e outras manifestações; temos o pessoal do Montain Bike Raposos; temos o recém-nascido Se Essa Rua Fosse Minha, etc. Além de já existirem esses movimentos muitos de nós querem começar a atuar de alguma forma. Nosso exercício neste próximo encontro pode ser o de enxergar onde estão estes atores, pensar o que mais pode ser feito e quais são as vocações ou pontos fortes de Raposos.
 
Algumas pessoas têm sugerido que nosso próximo encontro aconteça num fim de semana para permitir que mais pessoas possam participar.
Vou ver a possibilidade de usarmos o espaço da Casa Verde.
Quanto a data (como o dia 16/04 es tá muito próximo e dia 23/04 é semana santa) sugiro dia 30/04, três meses depois do TEDxRaposos.
 
Que dizem?